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Jeshua canalizado por Pamela Kribbe
Esta canalização foi apresentada ao vivo, no dia
17 de abril de 2005, em Haaren, Holanda. O texto falado foi ligeiramente
modificado para facilitar a leitura.
Queridos amigos,
Eu me alegro por estar com vocês outra vez.
Quando Eu os vejo, não os vejo tanto como os corpos físicos que vocês vêem no
espelho. É o seu interior que eu sinto e vejo: os movimentos internos dos seus
pensamentos, sentimentos e emoções. Estou aqui para ampará-los na sua jornada.
Há um assunto que Eu gostaria de discutir aqui
hoje, que tem tido grande impacto sobre vocês, através da sua história na
Terra. É sobre a sexualidade e como ela é vivenciada por homens e mulheres.
Este não é um tema fácil. A sexualidade tem sido
carregada com muitos julgamentos, medos e emoções. Praticamente não existe mais
nenhum aspecto dela que seja espontâneo e auto-evidente. Isto é o mesmo que
dizer que o aspecto inocente da sexualidade, o aspecto da criança inocente que
explora livremente, se perdeu. Vocês ficam cheios de medo e tensão, quando se
trata de expressarem-se sexualmente.
Eu quero falar desse peso nesta canalização, mas
primeiro Eu gostaria de falar um pouco sobre o que a sexualidade significa do
ponto de vista espiritual.
A sexualidade é a dança conjunta das energias
masculina e feminina. Originalmente, a sexualidade é mais do que um ato físico.
Ela devia ser uma dança na qual todos os níveis ou aspectos do casal
participassem.
Eu vou distinguir quatro níveis ou aspectos que
poderiam tomar parte nessa dança de energias.
QUATRO ASPECTOS DA EXPERIÊNCIA SEXUAL
Primeiro, há o nível físico, o aspecto do corpo
físico.
O corpo é inocente. O corpo conhece o desejo
sexual e a sensualidade – isto é algo que está presente espontaneamente dentro
do corpo. O corpo busca a satisfação dos seus desejos, e é o ser humano, ou a
consciência da alma no ser humano, que determina o modo como o desejo sexual se
aplica e se manifesta. Mais uma vez, o corpo é inocente. Ele conhece
sensualidade e desejo. Não há nada de errado nisso. Isso pode ser uma fonte de
divertimento, alegria e prazer. Mas o corpo, por si só, não pode escolher de
que forma ele vai expressar a sua energia sexual. É você – o ser humano – que
está a cargo disso, e o corpo precisa do seu comando.
Quando você quer experienciar a sexualidade da
forma mais amorosa, o ponto de comando reside no coração. Quando você deixa que
o seu coração se encarregue da sua energia sexual, ele encontra a sua expressão
mais prazerosa.
A outra alternativa é deixar os seus pensamentos
(julgamentos) ou as suas emoções governarem o fluxo sexual, e você vai ver que
isto causa vários bloqueios na sua energia. Mas falarei disto mais adiante.
O segundo aspecto da dança sexual que eu
gostaria de distinguir é o nível emocional. A união sexual é um ato
profundamente emocional. Se você ignora este aspecto, você não está
completamente presente no ato e você se fecha para o verdadeiro significado da
sexualidade.
Em uma canalização anterior, chamada “Lidando
com as emoções”, nós nos estendemos bastante nesta questão das emoções. Nós
citamos as poderosas emoções de medo, raiva e tristeza e discutimos como elas
podem tirá-los do seu centro. Quando qualquer uma destas emoções poderosas está
em ação num relacionamento entre duas pessoas e não é reconhecida e definida
conscientemente, ela virá à tona quando estas pessoas estiverem intimamente
unidas. Essas emoções podem causar reações psicológicas de resistência ou
fechamento, quando elas estiverem em intimidade física, ou o corpo delas pode
ficar incapacitado de sentir prazer ou excitação.
Sempre que existem esse bloqueios psicológicos
ou físicos, é importante lidar com eles no nível em que eles se originaram: o
nível emocional. Quando você tenta eliminar os sintomas físicos sem olhar para
a dinâmica emocional por trás deles, você está desrespeitando a si mesmo e o
seu corpo. Quando o corpo resiste à intimidade, ele lhe envia uma mensagem,
pura e clara, de que existe um bloqueio emocional. Isso pode ser devido a um
problema entre você e seu parceiro(a), ou pode ser uma ferida emocional que
você traz consigo de uma vida passada. O que quer que seja, isso precisa ser
definido e cuidado de uma forma gentil e amorosa, antes que a energia sexual
possa fluir livremente.
Depois do nível emocional, vem o nível do
coração, que é a sede do sentimento.
Na mesma canalização que Eu mencionei (“Lidando
com as emoções”), nós fizemos uma distinção entre emoções e sentimentos. Os
sentimentos pertencem ao domínio da intuição e conhecimento interior. O seu
lado sentimental fala com você através de sussurros silenciosos, repletos de
sabedoria e compaixão. As emoções são de natureza mais dramática e nós as
chamamos de “reações de mal-entendimento”, porque isso é o que elas são em
essência: explosões de não entender o que está acontecendo com você (veja a
canalização citada, para mais esclarecimento).
Quando o coração se abre entre os parceiros
sexuais, existe confiança, amor e segurança entre eles. Quando o coração está
presente num encontro sexual, ambos permitem que a intuição observe o que está
acontecendo entre eles quando eles estão em intimidade física. Os parceiros não
escondem suas emoções, eles falam abertamente sobre elas. Antigas dores podem
vir à tona e são aceitas como tal. Cada um é aceito como é e esse tipo de
aceitação é o maior poder curativo que existe. Quando você conecta a energia do
seu coração com a sua energia sexual, pode haver uma grande cura numa área que
está muito necessitada disso.
Entretanto, o coração também pode sutilmente
impedi-lo de experienciar a sexualidade numa forma alegre e amorosa. O coração
pode ter se fechado para o prazer da sexualidade por diferentes razões.
Primeiro, pode haver um desejo no coração de se
elevar acima da realidade física da Terra. Segundo, pode haver dogmas
religiosos em ação para impedir o coração de se abrir para o que a sexualidade
realmente é.
Falarei dessas duas questões agora.
O coração pode ter uma forte inclinação a se
elevar acima do plano denso da realidade material. É uma espécie de saudade.
Pode haver um desejo de unidade ali, que absolutamente não está voltado à união
sexual, mas traz consigo uma sutil rejeição ao reino terrestre (e à sexualidade
também).
Muitos de vocês conhecem o desejo de transcender
a realidade. Muitos de vocês se lembram da energia de amor e harmonia que vocês
experienciaram nos reinos não-materiais, antes de encarnarem na Terra. Seu
coração chora pela tranqüilidade e suavidade dessa vibração. Vocês tentam beber
dessa energia, quando vocês meditam. Geralmente os chakras superiores (do
coração, da garganta, terceiro olho e chakra da coroa) são ativados dessa
maneira. Eles se abrem, enquanto os chakras inferiores (plexo solar, umbigo e
cóccix), que são mais vitais para o seu eu terreno, são mais ou menos
abandonados.
Isso também acontece, de uma forma menos
natural, quando se tomam drogas. Quando
uma pessoa toma uma substância para expandir a mente, seus chakras superiores
são escancarados artificialmente e ela pode experimentar um êxtase e
bem-aventurança temporários, que a faz esquecer-se dos aspectos densos e
pesados da realidade terrena.
Embora o desejo e a ânsia de transcender seja
compreensível, é importante fazer as pazes com a realidade terrena. Do
contrário você cria uma separação artificial entre as partes superior e
inferior do seu campo energético. Você dá preferência a estar com a sua
consciência na parte superior da sua aura, e faz crescer uma resistência sutil
ou aberta à realidade do corpo, às emoções e à sexualidade. Isso cria um
desequilíbrio no seu campo energético.
Quando você estiver com essa saudade, tente
perceber a razão e o propósito de você estar na Terra neste momento. Seu motivo
para estar aqui não é transcender a Terra, mas trazer o Lar aqui para baixo, para
a Terra. Esta é uma jornada sagrada.
A segunda razão para o coração se intimidar
diante da sexualidade são os dogmas religiosos, geralmente de vidas passadas.
Você pode ter tido vidas nas quais fez votos de castidade ou nas quais lhe
ensinaram a sentir vergonha ou culpa a respeito do prazeres do corpo e da
sexualidade. Estas energias ainda podem estar presentes no seu coração. Por
causa disso, você pode ter julgamentos negativos ou uma sutil resistência à
intimidade física. Estes julgamentos e sentimentos não se fundamentam na
verdade. Mais uma vez, Eu quero dizer que o corpo em si é inocente. Prazer,
desejo e simplesmente todos os processos físicos que os fazem ansiar pela união
sexual, são processos naturais e saudáveis. Os desequilíbrios que ocorrem na
área da sexualidade são quase sempre devidos a níveis não-físicos, dos quais Eu
acabo de descrever dois.
O quarto e último nível é o aspecto da mente. No
nível da mente, pode haver crenças morais ou espirituais que o impedem de
aproveitar a sexualidade. A maioria dessas crenças é de natureza religiosa.
No nível espiritual, você pode sentir que o
corpo físico é uma espécie de prisão. Essa realidade não-física dos “reinos
mais elevados” (como vocês o chamam, não Eu) é tão valorizada, que a realidade
é menosprezada. Isto acontece freqüentemente entre os Trabalhadores da Luz.
Especialmente entre eles, freqüentemente há uma resistência ao prazer e alegria
que a sexualidade pode oferecer. Isto vem, em parte, das crenças religiosas e
morais, e em parte da simples inexperiência neste aspecto da vida. Muitos
Trabalhadores da Luz passaram muitas vidas como padres, freiras, ou em papéis
similares, afastados da comunidade, sem um parceiro(a) nem uma família. Eles se
concentraram tanto na espiritualidade, que a área da sexualidade foi
negligenciada. Assim, no nível mental ou espiritual, pode inclusive haver uma
falta de hábito que os impede de explorar a energia sexual.
Geralmente as pessoas religiosas têm uma falta
de respeito pelo corpo na sua expressão natural. Isto é verdadeiramente
lamentável, pois, do nosso lado, a expressão na matéria é vista como o caminho
mais sagrado que a alma pode tomar. Semear e ceifar as sementes da sua
dignidade tão longe de casa, na realidade da forma, é uma incumbência sagrada.
É um ato divino, criativo, da mais alta ordem.
Talvez, em algum momento, você tenha presenciado
a morte de alguém ou testemunhado o nascimento de uma criança. Nesses momentos,
as almas entram ou abandonam a dança com a matéria. Esses dois instantes são
cercados de uma atmosfera de sacralidade. Pode-se sentir isso como um silêncio
profundo, envolvente, repleto de honra, que anuncia a vinda ou a partida de uma
alma. Portanto, do nosso lado do véu, existe o mais profundo respeito pelo que
vocês fazem nesses momentos. A dança com a matéria é sagrada. E vocês a
detestam, tão freqüentemente!
A sexualidade, no seu verdadeiro sentido, é a
dança na matéria que, ao mesmo tempo, se eleva sobre a matéria. Em uma
manifestação sexual equilibrada, vocês transcendem a realidade material, sem
ignorar ou reprimi-la, sem abandonar os três chakras inferiores e buscando o
êxtase através dos seus chakras superiores. A sexualidade completa integra
todos os níveis do seu ser. A sexualidade faz o papel de ponte sobre o abismo
entre a matéria e o espírito.
Quando duas pessoas estão em intimidade física
de uma forma amorosa, todas as células dos seus corpos vibram um pouco mais
rápido… elas começam a dançar um pouco. Abre-se um portal para uma realidade
energética de uma vibração ligeiramente mais alta e para um sentimento mais
suave. Depois de uma relação sexual em que participa a totalidade do seu ser e
a do seu parceiro(a) – corpo, mente e alma – vocês se sentem em paz e felizes
ao mesmo tempo. Há um êxtase silencioso. As células dos seus corpo
experimentaram a energia do amor e, nesse momento, trouxeram a realidade do
Amor para mais perto de vocês. Vocês canalizaram a energia divina do Amor que
deseja tão carinhosamente fluir através de vocês e que tem simplesmente o maior
respeito pela sua natureza sexual.
Quando a energia de todos os quatro níveis fluem
juntas durante uma relação sexual, esta é um ato de criação divina. É
simplesmente natural que crianças nasçam de um ato desses. Quando a dança do
masculino e feminino é realizada desse modo tão prazeroso, ela só pode gerar
coisas boas e agradáveis. Quando uma criança é concebida deste modo, ela entra
no reino terreno através de um escorregador de amor e luz. Esta é a acolhida
mais amorosa que uma alma pode ter na Terra.
Pelo fato da energia sexual ser tão preciosa,
nós lhes pedimos: por favor lidem respeitosamente com a sua sexualidade. Quando
houver problemas, medos ou tensões ao redor dela, não julguem a sexualidade em
si mesma, nem desistam dela, pois ela é uma parte natural de vocês, e uma parte
sagrada.
PROBLEMAS SEXUAIS E A BATALHA DOS SEXOS
Eu gostaria de entrar um pouco na história da
sexualidade e depois falar alguma coisa sobre os problemas específicos que as
mulheres e os homens vivenciam hoje em dia, na expressão pessoal da sua
sexualidade.
Muitas coisas têm acontecido nessa área. Em
essência, a sexualidade carrega um grande potencial de luz, mas por causa
disso, também existe a potencialidade de um grande abuso. A história da qual
quero falar é a da luta de poder entre homens e mulheres. Essa história é
antiga e, na verdade, começou na época em que os impérios extra-terrestres,
galácticos, começaram a interferir na vida da Terra (veja um relato detalhado
desse processo na “Série Trabalhadores da Luz”, no site www.jeshua.net/por). Antes disso, a Terra
era uma espécie de paraíso, o Jardim do Éden, onde prevaleciam a beleza e a
inocência. Não vamos discutir essa era aqui, mas simplesmente observar que
vocês estão na fase final de uma luta de poder, que é muito mais antiga do que
os 5000 anos dos seus registros históricos.
Na última etapa dessa história, os homens
desempenharam claramente o papel de agressores e opressores. Mas nem sempre foi
assim. Houve um tempo em que a mulher era muito mais poderosa, tanto na vida
pública, quanto na vida privada. Ela também oprimiu a energia masculina de
forma cruel e sádica. Vocês sabem que a mulher não é naturalmente o sexo
oprimido ou subjugado, e nem o sexo mais amoroso. O estereótipo da mulher doce
mas indefesa e do homem forte mas insensível está mais relacionado com a última
fase da história que acabo de mencionar, do que com o homem e a mulher
propriamente ditos.
Houve épocas, anteriores às dos seus registros
históricos, nas quais as sociedades matriarcais eram vistas como um padrão.
Nessas épocas, as mulheres também usaram sua energia de uma forma destrutiva,
desrespeitando a força vital e a criatividade de todo ser humano. Houve um
tempo em que a mulher tinha poder sobre o homem. As mulheres controlavam e
manipulavam os homens, usando os poderes da emoção e intuição, com os quais
elas têm uma afinidade natural. Elas também usavam suas habilidades psíquicas
para controlar os homens. Havia, por exemplo, sacrifícios e rituais, onde
homens eram torturados e mortos.
Quero enfatizar este aspecto, porque a sua
história oficial pinta um quadro unilateral da relação entre homem e mulher. A
opressão da mulher pelo homem foi evidente durante todo o período coberto pelos
seus registros históricos. Mas o rancor e o ódio que os homens apresentaram (e
ainda podem apresentar) contra as mulheres não veio do nada. Além das tradições
e hábitos culturais que os influenciam, há também profundas feridas emocionais
na alma masculina coletiva, que vêm de uma era muito mais antiga.
Sem entrar em detalhes sobre essa era, Eu
gostaria de convidá-los a sentirem por si mesmos se é possível que vocês tenham
experienciado isto. Para as mulheres, a pergunta é: “Vocês podem imaginar que
um dia vocês exerceram poder sobre os homens e tentaram, com sucesso, controlar
a energia deles?” E para os homens a pergunta é: “Vocês podem imaginar que isto
aconteceu em larga escala e que vocês eram o ‘sexo fraco’?” Ao fazerem esta
pergunta internamente, a si mesmos, talvez vocês recebam algumas imagens ou
fantasias. Deixem a sua intuição mostrá-las para vocês e observem as emoções
que vêm à tona. Isto pode ser surpreendente.
O ódio e o ressentimento surgiram na alma
coletiva masculina por causa desta antiga história. Isso manifestou-se na opressão
da energia feminina na área da política, mas também na área da religião,
particularmente através da Igreja. A idéia de que a sexualidade é pecaminosa
ou, no máximo, um mal necessário, é uma linha de pensamento masculina que foi
influenciada pelo ódio e ressentimento, que resultaram da repressão masculina
em uma outra era. Nessa época, a sexualidade masculina era considerada um
instrumento de procriação, sem respeitar a parte sentimental do homem, nem os
laços entre um pai e seus filhos. Freqüentemente os filhos eram criados pela
mãe, separados do pai, e praticamente nenhuma atenção era dada ao que o pai
pensava ou queria. Os valores importantes eram transmitidos pela figura da mãe,
e a inferioridade dos homens era um desses valores. O homem era mais um “burro
de carga” do que um parceiro em igualdade de condições.
Além da Igreja ser um baluarte da energia
masculina frustrada, o mundo da ciência também apresenta hostilidade em relação
à energia feminina. Embora a ciência e a religião sejam, em muitos aspectos,
inimigos naturais, elas estão unidas na resistência ao aspecto intuitivo e
fluente da energia feminina.
Os dogmas da Igreja são rígidos e sufocantes,
mas os métodos científicos também são limitadores, de uma outra forma. Embora o
ímpeto por trás da ciência moderna tenha sido esclarecedor e inovador (no
desejo de destronar a falsa autoridade), ela ficou emperrada em um tipo
mesquinho de pensamento racional, que não permite a participação da energia
feminina. O pensamento científico é analítico e lógico, mas não se abre
suficientemente para a imaginação e para as fontes extra-sensoriais
(intuitivas) de observação. No entanto, a aversão que muitos cientistas sentem
pelo “paranormal” e por tudo que não pode ser explicado racionalmente, em parte
se deve a uma lembrança que a alma tem da dor e da humilhação, e que vem de um
tempo em que as mulheres abusaram dos poderes psíquicos, utilizando-os contra
eles como um instrumento de manipulação.
Estou falando desta história antiga porque Eu
gostaria de deixar claro que, na “batalha dos sexos”, em última análise, não
existem vilões nem vítimas, não existem “bonzinhos e malvados”, porque todos
vocês foram ambos. Foi uma luta entre as energias masculina e feminina, na qual
essas energias se tornaram opostas, embora originalmente elas fossem
complementares uma à outra. Nos dias de hoje e nesta era, os homens e as
mulheres estão sendo convidados a unirem suas forças outra vez e a
re-encontrarem a alegria e a dignidade da dança original do feminino e
masculino.
Essencialmente, a energia feminina guia e
inspira, enquanto a energia masculina serve e protege. A energia feminina é a
inspiração por trás de qualquer criação; o aspecto masculino cuida da
manifestação na forma e na ação. Ambas as energias trabalham através de todo
ser humano, através de todo indivíduo, seja ele masculino ou feminino. Não é
realmente relevante se você é um homem ou uma mulher; o que conta é o
equilíbrio e o relacionamento entre as duas energias dentro de você.
BLOQUEIOS NA SEXUALIDADE FEMININA
Agora Eu falarei sobre os bloqueios de energia
na área da sexualidade, que se aplicam especificamente às mulheres e aos
homens. Nas mulheres, a área dos dois primeiros chakras (do cóccix e do umbigo)
foram as mais danificadas e feridas, como resultado da opressão e violência
sexual de séculos. Durante um bom milênio, as mulheres estiveram enquadradas
dentro de um papel de subserviência em quase todas as áreas da sociedade, e
isto ainda acontece em muitos lugares da Terra. Em relação à sexualidade, essa
desigualdade manifestou-se como rapto, estupro, agressão e humilhação em larga
escala. Como resultado disto, muitas mulheres – na verdade, a alma feminina
coletiva – sofreram incrivelmente. Existem profundas feridas emocionais, que
precisam de tempo, amor e um extremo cuidado para serem curadas.
Freqüentemente, as mulheres sentem a atração
pela união sexual como um desejo do coração, ou como um sentimento espiritual.
Mas, durante a intimidade física, pode ser que elas não consigam expressar
livremente a sua sexualidade, devido aos bloqueios de energia no primeiro e
segundo chakras. Nesses centros, existem lembranças (da alma) da sexualidade
que lhes foi impingida e que as humilhou. Essas experiências foram tão
dolorosas, que a mulher retirou a sua energia e a sua consciência da área do
abdome. E agora, quando essa área é tocada novamente de uma forma sexual, os
músculos instintivamente se enrijecem ou o corpo emocional automaticamente
sinaliza uma resistência. As células físicas estão conscientes do trauma e não
aceitam tão facilmente o convite para dançar. Elas querem se fechar e criar uma
barreira, para proteger a mulher contra mais agressão. Esta reação é totalmente
compreensível e sempre se deveria lidar com ela da maneira mais respeitosa. O
uso de qualquer tipo de força para tirar essa resistência é uma forma de
violentar novamente esses centros feridos.
Se você, como mulher, tiver essas emoções, é
muito importante tornar-se completamente consciente dela: pode haver raiva,
resistência ou medo em relação à intimidade física. E todas essas emoções são
mais antigas do que o relacionamento em que você está envolvida; inclusive mais
antigas do que esta sua vida. Pode haver traumas muito antigos, nesses chakras
inferiores, que causaram cicatrizes emocionais profundas.
Se você é uma daquelas mulheres que reconhecem
essa dor, Eu gostaria de aconselhá-la a se familiarizar com suas vidas
passadas, nas quais você foi o ofensor ou agressor (como o oposto da vítima).
Ou, caso tenha dificuldade para acessar vidas passadas, a entrar em contato com
a “energia da mulher agressiva e poderosa” que existe dentro de você. Isto pode
parecer muito estranho, mas a razão é a seguinte: se você foi vítima de
violência sexual, isto criou muita raiva no seu campo de energia. Pode haver raiva
lá de muitas vidas passadas. Essa raiva bloqueia você e a mantém presa num
sentimento de impotência e na sensação de ser uma vítima. Para liberar a raiva,
você precisa do entendimento. Você precisa entender porquê e para quê; você
precisa ver um quadro mais amplo da situação. Se você puder se imaginar como
uma mulher poderosa, que poderia ser impiedosa e cruel com os homens, e sentir
internamente que isto também é parte de você, então a raiva poderá se
dissolver. Assim poderá surgir uma compreensão mais abrangente, um conhecimento
interior de que você é parte de uma história cármica maior, na qual você
desempenhou tanto o papel de agressor como o de vítima. É quase impossível
liberar as suas emoções de dor e impotência e a sua sensação de ser uma vítima,
sem olhar também para o seu outro lado, o “lado escuro”.
Você não precisa necessariamente voltar a vidas
passadas para reconhecer essa parte escura dentro de si. Você também pode se
tornar mais consciente dela, observando a si mesma no seu dia-a-dia. Quando
você sentir essa energia (isto é, a vontade de exercer esse poder e ferir os
outros), poderá perceber que você não tem sido apenas a vítima indefesa das
circunstâncias externas. Existe um laço cármico entre o agressor e a vítima:
ambos os papéis refletem aspectos de você mesma.
Assim que você reconhece e aceita o seu lado
escuro, você pode olhar para as suas feridas internas de uma forma diferente, e
pode começar a perdoar. Quando existe entendimento, a raiva pode se dissolver e
você pode entrar em contato com a camada de emoções por baixo dela; a tristeza,
o desgosto, a dor que existe em várias camadas, inclusive no próprio corpo
físico.
É muito importante que as mulheres reconheçam o
seu lado agressor e trabalhem com ele. Se existe ódio e ressentimento em você
em relação à sexualidade, entenda que quanto mais ódio e raiva você sente, mais
você se identifica com o papel de vitima e mais você sabota a sua liberdade.
Tente perceber internamente que, na arena da sexualidade, está se desenrolando
um jogo cármico, no qual você desempenhou os dois papéis – tanto o do “mocinho”
quanto o do “bandido”. A partir daí, você poderá ir para o perdão: perdoar a si
mesma e perdoar outra pessoa. As coisas acontecem por alguma razão. Atos de
violência e repressão podem parecer sem sentido, mas sempre existe uma história
por trás deles. E sempre que existe violência sexual envolvida, ela deixa
marcas profundas em todos os quatro níveis do ser humano.
BLOQUEIOS NA ENERGIA MASCULINA
Quanto à experiência de sexualidade masculina, a
maioria dos bloqueios que ocorrem estão no nível do coração ou da cabeça.
Nesses níveis, pode haver um medo de se entregar, um medo da intimidade
emocional profunda. Este medo é muito mais antigo do que vocês podem se
lembrar. Ele está relacionado com a época em que as mulheres dominavam os
homens. Isto fez com que o jogo da atração sexual, que inicialmente era
inocente e espontâneo, se tornasse ameaçador. Os homens aprenderam que era
perigoso mostrar suas emoções e abrir seu coração para suas parceiras.
Dentro dos homens, existem medos profundamente
assentados, relacionados com a entrega ao seu lado sentimental, e esses medos
não se manifestam necessariamente no nível físico. Os homens podem participar
do ato sexual físico, enquanto mantêm seus sentimentos à parte. Ou seja, o
homem pode estar sexualmente presente no nível físico, enquanto a sua natureza
sentimental está (parcialmente) ausente. As suas emoções estão presas devido a
esse medo de se abrir e se tornar vulnerável à rejeição mais uma vez. Sua alma
conserva as antigas lembranças de quando ele foi abandonado e ferido
emocionalmente.
PACIÊNCIA E AMOR
Geralmente, os bloqueios de energia são um pouco
diferentes nos homens e nas mulheres. Portanto, é muito importante que o casal
se comunique abertamente a respeito do que cada um sente e percebe quando estão
juntos. Quando você realmente confia no seu parceiro (ou parceira), você pode
investigar – sem sentir vergonha – onde a sua energia sexual fica bloqueada,
quando vocês estão em
intimidade. Você pode fazer isto, simplesmente observando até
que ponto você se permite sentir e expressar o fluxo de excitação e intimidade,
quando ele começar a surgir entre vocês. Perceba se você se sente preso ou
bloqueado em alguma parte do seu corpo ou em algum ponto das suas emoções e
sentimentos. Você sente um calor no seu coração quando vocês estão juntos? Você
sente uma abertura espiritual em relação ao outro? Você está preparado para se
relacionar com o outro, na totalidade dele?
Parece esquisito, mas vocês têm medo da
intimidade verdadeira. Todos vocês desejam intensamente um relacionamento
satisfatório. Nas ruas, todos os cartazes se referem a um relacionamento
emocional e sexualmente gratificante. Mas a verdadeira intimidade assusta
vocês. Quando alguém se aproxima demais e lhes é pedido que tirem suas
máscaras, surgem vários tipos de inibição, das quais vocês não tinham
consciência.
Nos momentos em que elas vêm à tona, tentem não
julgar a si mesmos por causa disso. Ao contrário – vejam isso como uma
oportunidade de pesquisar essas inibições e bloqueios que existem dentro de
vocês.
Ninguém está livre deles. Praticamente todas as
pessoas têm bloqueios que os impedem de experienciar a sexualidade no sentido
completo que Eu descrevi no começo. É por isso que Eu quero pedir a todos vocês
que olhem para o seu fluxo de energia sexual interno com amorosa consciência –
quer vocês estejam sozinhos ou num relacionamento – e tratem os bloqueios que
vocês encontrarem, com carinho e respeito. A força é o pior conselheiro nessas
questões. Paciência e amor são vitais.
Mantenham vivo desejo de uma experiência sexual
verdadeira e completa!
Vocês não precisam jogar fora a criança junto
com a água do banho. O desejo é saudável. O caminho para uma experiência de
sexualidade plena e feliz pode ser longo e tortuoso. Mas, durante o percurso,
vocês farão crescer amor e compaixão por si mesmos e pelos outros, e isto é
imensamente valioso no seu mundo humano.
Vocês estão curando uma antiga história de lutas
entre o homem e a mulher. As energias masculina e feminina querem voltar a se
unir e participar de uma dança de alegria e criatividade. Qualquer contribuição
que vocês façam neste sentido, no nível individual, tem uma influência positiva
na alma coletiva do homem e da mulher. O amor de vocês por si mesmos faz com
que as energias de paciência e amor se
tornem disponíveis para os outros.
© Pamela Kribbe 2005
www.jeshua.net
Tradução para o português: Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
Revisão: Luiz Corrêa
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